O grupo passou por diferentes formações ao longo dos anos e encerrou suas atividades em 1986. Em 1988, retornou com uma nova versão incluindo Rodrigo Porchat e as gêmeas, lançou dois discos e permaneceu ativo até 1991. Entretanto, esta história começa, na verdade, a partir de outro fenômeno infantil de grande sucesso: o Trem da Alegria.
Em 2001, o empresário Marcos Quintella, então responsável pela carreira da apresentadora Eliana, identificou que a gravadora da artista detinha os direitos da marca “Trem da Alegria”. A partir disso, surgiu a proposta de relançar o grupo com uma nova geração, reunindo profissionais experientes do mercado fonográfico e televisivo para estruturar o projeto.
Diante da movimentação, Gugu Liberato enxergou uma oportunidade estratégica. Em parceria com a Sony Music e com a agência Talentos Brilhantes, o apresentador lançou um concurso nacional para selecionar os integrantes de uma nova formação do grupo "Balão Máfico". Crianças de todo o Brasil participaram do processo seletivo, disputando vagas no grupo.
A estreia televisiva do “novo” Trem da Alegria aconteceu no programa Domingo Legal, em 25 de agosto de 2002. Na ocasião, foi escolhido o primeiro integrante da futura “Galera do Balão”: Renan Rodrigues, conhecido como Renanzinho. Posteriormente, também foram selecionados Bianca Alencar, Daniel Garcia e Gabriela Milani.
A proposta de Gugu era resgatar a fórmula de sucesso do Balão Mágico, que, além de lançar discos, comandava um programa de televisão na Rede Globo. Embora uma iniciativa semelhante tenha sido colocada em prática, ela não ocorreu nos mesmos moldes do projeto original.
Aliás, por falar em Rede Globo, naquela época a gravadora esbarrou em uma cláusula contratual que impedia o lançamento do grupo com o nome “A Turma do Balão Mágico”. Por conta dessa limitação legal, o projeto precisou ser rebatizado e passou a se chamar “Balão Mágico com a Galera do Balão”.
É importante destacar, no entanto, que a presença do subtítulo “Galera do Balão” não descaracteriza o grupo como Balão Mágico. Trata-se, sim, de uma nova formação inspirada no fenômeno oitentista, mantendo a essência e a proposta do projeto original.
O CD do grupo
Com o grupo oficialmente formado, o próximo passo foi viabilizar a produção de um álbum que pudesse chegar ao mercado a tempo do Dia das Crianças. No entanto, essa etapa já vinha sendo articulada antes mesmo da realização do concurso que definiu os integrantes na prática, foi o primeiro movimento estratégico do projeto.
Para isso, o então presidente da Sony Music procurou o produtor e compositor Sérgio Carrer, conhecido artisticamente como “Feio”. A missão era clara: desenvolver um repertório que equilibrasse canções inéditas e sucessos consagrados, atualizados para dialogar com o público infantil do início dos anos 2000.
No dia 13 de agosto, Sérgio viajou ao Rio de Janeiro para uma reunião na sede da gravadora, onde os detalhes do projeto foram finalizados. A partir dali, o álbum começou a ganhar forma. Do repertório original, cinco canções ganharam nova roupagem na nova fase do grupo.
De 1984, foram revisitadas “Amigos do Peito” que na gravação original contou com a participação especial de Fábio Jr. e, na nova versão, passou a trazer a dupla Zezé Di Camargo & Luciano e “Dia dos Pais”.
Já de 1983, “Superfantástico”, que originalmente teve a participação de Djavan, ganhou uma nova leitura com Kelly Key.
| Reprodução: Sérgio Carrer |
Do repertório de 1982, foram regravadas “A Galinha Magricela” e “Tem Gato na Tuba”, reforçando o resgate da fase inicial do grupo.
Mas há uma curiosidade: outras regravações também chegaram a ser cogitadas para o disco. “Ai Meu Nariz” (1983) e “Tic Tac” (1985), esta última com participação original de Castrinho, teriam novas versões. No entanto, por motivos não divulgados, acabaram ficando de fora do álbum.
A música saiu da seleção final, mas Castrinho não. O humorista participou de uma das faixas inéditas do disco, intitulada “Tem Que Ter Verde”, composição de Álvaro Socci e Claudio Matta, dupla conhecida por assinar canções de Xuxa nos anos 1990.
Entre as faixas inéditas, Feio assina a maior parte das composições em parceria com Rafaella Ferrehr e Benito Rizzi. O trio é responsável por músicas como “O Novo Balão” (Feio- Pampa), que apresenta oficialmente o grupo ao público infantil, e “Quem Mandou Não Estudar” (Feio-Rafaella Ferrehr).
Também fazem parte dessa safra autoral “Meu Grande Amigo Papai Noel”, que conta com a participação especial da cantora Yasmin Contijo, além de “E.T. Tererê” e “Minha Mãe”, esta última consolidada ao longo dos anos como uma das canções mais lembradas em homenagens ao Dia das Mães.
Um ponto curioso: na epoca, Sérgio tinha até o dia 15 de setembro para entregar o album pronto. O ensaio fotografico do disco ficou a cargo de Fernando Baggnola sendo realizadas no Betinho Carrero Fazenda Educativa Parque Show, figurino de Nicole Nativa e direção de arte por Daniela Conoly. O album foi lançado no final de setembro e contou com um banner com a foto da capa em um balão distribuído para as lojas.
Na epoca, o grupo também possuia uma site oficial, que realizou uma promoção onde os dez primeiros internautas que respondessem uma pergunta ganhariam um CD. O site ainda contava com um making-of da gravação do album, fotos e músicas.
12 de Outubro de 2002 - Associação Atlética dos Pontuarios (17h)
12 de Outubro de 2002 - Jardim São Benedito (11h)
19 de Janeiro de 2003 - Verão Radical - Cidade Ocian (17h)
Muitos anos depois, no dia 29/05/22 foi ao ar no programa Eliana (Sbt) um reencontro da"Galera do Balão" em uma homenagem a Glória Groove (Daniel Garcia) com direito a remember de "Superfantastico" com base original.


